Resultados do dia de bici ao trabalho

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Veja abaixo alguns resultados bacanas que conseguimos juntos:

Contamos com 45 parceiros
Tivemos mais de 20 iniciativas registradas e publicadas
1440 pessoas aderiram e contribuiram com uma pesquisa muito interessante:

  • 66% vão mais de uma vez por semana ao trabalho
  • Mais de 70% pedalam até 10km ao trabalho
  • Poucos contam com colegas que vão ao trabalho
  • Pouco mais de 50% tem bicicletários em seu trabalho

Recebemos um monte de fotos e vídeos de relatos das experiências de bike ao trabalho (ainda estamos atualizando!! ;-)
Mais de 70 notícias saíram por aí sobre a campanha!

Encontro de cicloviajantes – 17/05

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Oficina de condução de bicicletas

Voltado para o ciclista iniciante, a oficina foi um batepapo sobre bicicletas, acessórios e vestuário adequado. Além de algumas dicas para andar no trânsito e uma rápida prática que não pode ser maior por causa do sol intenso.

Já existem muitos funcionários ciclistas na CELEPAR. O próximo passo é identificar quem está realmente interessado em se juntar ao grupo e partir para a rua com os novos ciclistas.

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Esta oficina é parte da iniciativa do dia de bike ao trabalho.
De bici ao trabalho

Contrato fechado com a Editora Inverso

Depois de muitas editoras, encontros, propostas, orçamentos e conversas… tcham tcham tcham tchaaam… mais um passo foi dado (e um bem importante) !!

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Ontem a tarde, numa reunião com Cristina Jones para acertar os últimos detalhes, foi assinado o contrato para publicação do livro.

O livro, ainda sem título, sobre a experiência de viver sem carro vai ser publicado pela Editora Inverso. E pra completar o time, Taciane Micheten será a responsável pela diagramação e visual do livro.

Nota: nós três (eu, Cristina e Taciane) até tiramos uma foto para registrar o momento, mas ela foi vetada para publicação (primeiro corte do projeto, que coisa).

Dia de bici ao trabalho

De bici ao trabalho

No dia 10 de maio será realizada uma campanha nacional para incentivar o uso da bicicleta para ir ao trabalho. Já são mais de 25 parceiros por todo o Brasil que estão promovendo e propondo atividades como oficinas de aprender a pedalar e de mecânica, palestras com empresas, café da manhã e orientações para o ciclista urbano, dentre várias outras atividades. A expectativa é que esse número de parceiros continue crescendo durante toda a semana.

No site debikeaotrabalho.org você pode conferir:

  • as iniciativas já cadastradas
  • várias dicas para pedalar para o trabalho
  • como organizar sua própria ação para incentivar o uso da bicicleta
  • modelos de cartas de pedidos de apoio ao governo e empresas
  • como ajudar a divulgar

O GTH também faz parte desta inciativa e irá promover uma oficina de condução de bicicletas no dia 09 de maio. Participe você também !!

Pedalada do orçamento

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Jaime Lerner e as bicicletas na via lenta

Ideias brasileiras no Velo city 2013

De 11 a 14 de junho próximos acontece em Viena a Velo-City 2013, com o tema: The Sound of Cycling, Urban Cycling Cultures.

Acontecerá dentro do evento o Prêmio Visionários do Uso da Bicicleta, para selecionar e mostrar novas ideias para o ciclismo urbano. Algumas dessas ideias vêm daqui mesmo do Brasil:

Transporte Ativo (Rio-RJ)
Contagem Fotográfica de Bicicletas
Visão do Futuro Ciclístico do Rio
Bicicletas de Carga
Mapeamentos colaborativos

Roberto Dias
Cinema de Bicicleta
Rotas do Brasil

Gabriela Binatti
Hospedaria da Bicicleta
Mais Amor Menos Motor

Michele Castilho
Ciclovias Invisíveis

A votação começou hoje, quem quiser participar acesse: http://velo-city2013.com/?page_id=2249

Dicas de Luis Peters, Zé Lobo e Gabriela Binatti.

Com crianças e sem carro

Às vezes, eu fico até me achando meio bobo em publicar artigos como: Bebês não precisam de carro e histórias sobre as saídas de bicicleta com minha filha. Considerando que o fato em si não apresenta nenhuma novidade, já que existe uma boa parte da população que também cria seus filhos sem possuir um automóvel.

Mas apesar disso, existem algumas pessoas que consideram absurdo ter filhos sem ter carro. E que nas grandes cidades, o trânsito é assim mesmo. Elas não enxergam que a sua rotina em usar o carro contribui significativamente para o problema. Daí eu percebo que talvez o meu relato não seja tão trivial assim.
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Legenda
Garoto: Posso ir de bici pra escola mãe?
Mãe: Não, querido… Tem muitos carros, não é seguro.
Homem: A maioria dos motoristas nesse horário são pais levando os filhos pro colégio.
Mãe: Seu argumento?
Homem: Feito.


Primeiro porque é uma demonstração para quem está com a pulga atrás da orelha. Alguém que acha que um outro jeito de fazer as coisas é possível mas ainda não sabe bem como. Segundo porque é uma forma de mostrar para as pessoas que não conseguem imaginar suas vidas sem um carro estacionado na garagem de casa que existem diversas possibilidades e alternativas. Basta elas se permitirem imaginar. E terceiro porque boa parte das famílias sem carro não têm outra opção. Elas não escolheram viver assim. Pelo contrário, a falta dele é motivo de tristeza, ansiedade e até mesmo vergonha. E isso faz toda a diferença do mundo, mas não precisa ser assim.

Isso acontece por alguns motivos. Para alguns, o  problema original que consiste em conseguir realizar todos os deslocamentos necessários (será que a gente precisa mesmo se deslocar tanto assim?) de forma rápida, barata e confortável, vai, aos poucos, dando lugar ao desejo de possuir simplesmente pelo prazer de possuir (um carro, por exemplo). Muitos outros, que cresceram na sociedade do automóvel, simplesmente não enxergam ou não tem coragem de largar o carro. Mas nem todos pensam assim, é o que mostra a reportagem de capa da Revista Época do final do mês passado:

Ao nascer, viajavam em suportes tipo canguru. Bolsas com fraldas e mamadeiras iam na mochila. “Parece difícil levar a bagagem de bebês, mas não foi”, diz. Hoje, com 3 e 4 anos, os filhos andam em cadeirinhas, numa bicicleta tamanho-família. Lourenço diz que nunca sofreram um acidente. “É tão confortável que eles se acostumaram a dormir no caminho.” A casa de Lourenço tem 11 bicicletas. As menores são dos filhos. Recentemente, os dois foram à escola pedalando por conta própria – e sem rodinhas. “Ganhei minha autonomia aos 18 anos, com o carro”, diz. “Eles estão ganhando a deles, tão pequenininhos, de forma tão saudável.”

Ou alguns exemplos de outros países

“Eu achei que tinha feito a maior besteira de toda a minha vida.” Com todo esse peso (só a bicicleta pesava bem mais de 45kg), Emily mal podia pedalar. “Eu me matava de fazer força,” ela disse, “Eu achei que nunca ia conseguir pedalar. Era extremamente exaustivo.”

Mas Emily era comprometida. Não havia como voltar atrás. “Eu simplesmente continuei pedalando… Eu me acostumei e agora eu e a bici somos um.” A bicicleta mudou Emily de várias formas. “Antigamente eu vivia deprimida, mas eu fiquei tão feliz depois de receber a bicicleta. Eu simplesmente adorei.”

Bike Portland

Já são quase três anos desde que viramos papais e já testamos muitas alternativas para o dia a dia. O que nós percebemos é que quanto mais pessoas se permitirem imaginar e experimentar essa diversidade de opções mais fácil e agradável será para todos.

A obesidade das ruas de Curitiba

O video a seguir ilustra o conceito de road diet, onde o espaço viário disponível (para carros especialmente) é reduzido com o intuito de tornar o trânsito mais eficiente.

A analogia entre alimentação e trânsito não é novidade. Eu mesmo já escrevi um artigo onde trato as ruas como se fosse nosso sistema circulatório e os carros como se fossem a gordura que entopem o sistema. O vídeo acima só reforça a ideia de que um sistema com menos gordura nas v(e)ias é mais saudável. Mas isso ainda não virou realidade em Curitiba:

O prefeito Beto Richa fez uma visita nesta quinta-feira (10/01/08) ao canteiro de obras da Linha Verde, que completará um ano no sábado. A Linha Verde será o sexto corredor de transporte urbano de Curitiba e é a maior obra de infra-estrutura viária em andamento no Paraná. A Linha Verde terá capacidade de tráfego para 100 mil veículos por dia, o dobro da antiga rodovia, o que evitará congestionamentos na nova avenida.

…Quando estiver concluída, a Linha Verde terá quatro pistas, com dez faixas de tráfego…

Prefeitura Municipal de Curitiba

O grifo da passagem é meu e mostra como a visão recente da administração local ainda enxergava a expansão de vias como única solução para o sempre crescente número de automóveis nas ruas da cidade.

Além da Linha Verde, estão sendo feitas as obras de implantação de quatro grandes binários: Mario Tourinho, Santa Bernadethe, Brasília e Capão da Imbuia/Hauer. Juntos, eles somam um investimento de R$ 30,6 milhões, têm uma extensão de 18,6 quilômetros e envolvem 26 ruas em 14 bairros.

Secretaria Municipal de Obras Públicas

Curitiba é famosa pelo seu sistema viário batizado de binário onde ruas relativamente calmas são replanejadas para se tornarem ruas com maior capacidade de automóveis e com uma velocidade média mais alta, afastando cada vez mais a possibilidade de adoção de meios de transportes humanos pela população em geral.

Será que daqui para frente Curitiba vai entrar num spa?